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Métodos de Construção


· Madeira - Compensado naval/fibra

Este método é o mais tradicional para a construção de multicascos. São utilizados folhas de compensado naval aparafusados a estrutura do barco. Em toda a construção é utilizada a resina epoxi para garantir a qualidade desejada. Após a estrutura estar toda montada, é aplicada uma camada de fibra de vidro com resina epoxi no lado esterno. Com este método, é possível produzirmos cascos muito resistentes, leves e baratos.
É obvio que com este método, somente poderemos produzir cascos com quinas, o que nos multicascos não é um grande problema devido a forma do casco (relação comprimento/boca muito grande).

· Madeira - Strip Plank

Um belo método de construção sem nenhuma dúvida. É muito difundido na Austrália. Com ele, podemos construir um barco de casco redondo, ou carenado, onde temos ripas de cedro, ou outra madeira leve, coladas no sentido proa-popa, revestidos interna e externamente por uma camada de fibra de vidro.
Para aqueles que gostam de trabalhar com madeira, este método é o mais indicado. A velocidade de construção é grande e a qualidade final excelente.

· Madeira - Laminado moldado a frio

Este método é o mais sofisticado e bonito em termos de construção de barcos. Para a sua execução, é necessário mão de obra muito especializada e de alto custo, razão pela qual não indicamos para os nossos projetos que estão neste site. Para barcos de regata, sem dúvida nenhuma é a melhor opção. Caso deseje construir usando este método, entre em contato conosco que faremos as alterações necessárias.

· Fibra de vidro - maciça

Normalmente usado em barcos que são laminados sobre um molde. Para a construção de um único barco, a fabricação de moldes é economicamente inviável. Caso você esteja pensando em construir vários barcos iguais, informe-nos que enviaremos o esquema de laminação adequado. Como este site se destina a aqueles que pensam em construir o seu próprio barco, não vemos motivo para indicar este método em nossas plantas.

· Fibra de vidro - sanduíche

São os melhores cascos em termos de acabamento externo. São também os mais leves, com melhor isolamento térmico.
As desvantagens são o maior custo de construção, e a vida útil mais curta, quando comparada com um de fibra de vidro maciça. Vale a pena ressaltar aqui que é muito relativo este problema de vida útil, uma vez que dependerá do cuidado dispensado ao barco. Os barcos construídos com sanduíche de fibra de vidro, não gostam de choques com pedras, cais e outros obstáculos.
No nosso caso, os projetos são one-off, ou seja, são construídos sem forma. Desta maneira são montadas as balizas que definem o casco (de cabeça para baixo). Em seguida a placa de espuma de PVC ou balsa é aparafusada nas balizas e procede-se a laminação exterior. Quando a laminação estiver concluída, passamos a modelar o casco (processo de aplicação de massa e lixamento) e efetua-se a pintura com primer (tinta de base).
Em seguida o barco é retirado do molde e desvirado (posição normal). Procede-se a laminação interior e pronto ! temos os cascos já prontos para receber o convés.
Se o casco for com quinas, podemos laminar os painéis em moldes fabricados com compensado e fórmica. Após a cura completa do laminado, as peças são desmoldadas e colocadas nas balizas como se fossem grandes chapas. Em seguida laminamos as emendas.

· Aço

Ë um excelente material, porém aconselhável somente a partir de 40'. Não aconselhamos a sua utilização em veleiros multicasco, porém para veleiros monocascos e embarcações a motor é uma boa opção. Com a construção em aço, geralmente são construídos cascos com quinas, ou multichines. Para que se possa construir um casco carenado, ou seja, sem quinas, são necessários funcionários especializados e uma instalação industrial profissional, que possua prensa e calandra.

· Alumínio

Excelente material para embarcações a partir de 30 pés, porém não aconselhamos nos nossos projetos uma vez que é de difícil construção no Brasil. É preciso equipamento de solda de custo elevado (solda TIG) e mão de obra especializada.

· Ferro cimento

Este método teve um grande desenvolvimento na Austrália e Nova Zelândia durante as décadas de 60 e 70. São utilizados vergalhões e cimento, como numa laje. Como resultado, temos um casco barato, porém pesado e de acabamento pobre. Hoje em dia, é um método considerado totalmente ultrapassado e os poucos barcos ainda em utilização são de pouco ou nenhum valor de revenda. Não temos informação de multicascos construídos com este método que chegassem a ter sucesso.

· Materiais exóticos

Por materiais exóticos, entende-se as fibras de carbono, Kevlar, fibras aramidas, e outros materiais muito utilizados na indústria aeroespacial. Por se tratar de material de elevadíssimo custo e requerer profissionais especializados, não iremos indicá-los para os projetos descritos neste site.

 

 
 
    Copyright 1997 Ultima Revisão 10.09.2008